Centésima primeira publicação desse miserável blogue amador, de um amador que de poesia só as que estão na estante do seu não-quarto

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First Idea For The Spirit Of Boredom, Above Piraeus (1968), Yiannis Tsaroychis.

Não sei se comemoro. As últimas horas não foram as melhores. Não, não aconteceu nada. E é por não ter acontecido mesmo nada que me pergunto se o vale. Contudo foram 100 publicações. Não todas autorais, eu sei. Mas todas foram feitas, não por sede de alimentar esse espaço, não por ânsia de atingir 439 curtidas numa só poesia, ou 3267 acessos num mês (esses números foram bem aleatórios), mas pelo que estava sentindo no momento em que foram escritas ou publicadas.

Não posso negar que foi e é uma experiência extraordinária. Sempre achamos que a cada texto estamos melhores, que amadurecemos como escritores. Na verdade continua tudo mesmo a mesma merda hahaha. Brincadeira. Gosto de algumas coisas que estão entre as referidas 100 (e estou gostando dessa centésima primeira publicação desse miserável blogue amador, de um amador que de poesia só as que estão na estante do seu não-quarto), gosto tanto que acredito tê-las copiado de algum livro que encontrei dentre os livros velhos e maltratados da biblioteca da universidade. Quero dizer também que nunca relutei em publicar merdas como essa aqui. Faz parte da tal experimentação à qual me proponho (pra quem algum dia leu a aba “Sobre” desse blogue, aquela tentativa boba de parecer poético hahaha).

Não posso deixar de falar que durante toda essa loucura (passageira ou não) as sensações e inspirações foram muitas.

Até esse texto defecado, de certa maneira, tem um quê de inspiração a qual vem de um tal de Paulo que tenho lido há alguns meses. São músicas, melodias, Carlos e Paulos, pessoas da minha vida, minha vida, paranoias, cafés malfeitos, dores malsentidas, dores bem sentidas (tipo as de barriga), lugares e, até mesmo, os arrombados que eu vejo todo dia e agradeço aos astros quando não os vejo. É um bolo de bosta só, tudo misturado. Daí saíram os quase 100 quase-textos aos quais vocês têm livre acesso. É legal esse mundo de compartilhamento moderno. Os bons escritores nem passam por aqui, né? Já pararam pra pensar nisso? Se passam, são logo arrebatados.

Não sei mais nem do que eu estou falando. Estou numa vibração (para não dizer vibe) dane-se-essa-porra-toda. Ah! Lembrei. Essa é a primeira vez que escrevo diretamente sem fazer um rascunho em mais uma das mil ferramentas que este mundo modernizado nos oferece. Não é mesmo maneiro esse mundo? Temos acesso de graça a todas essas tecnologias que substituem o velho casal papel e caneta. Temos. Não temos, não. Mundo modernizado de merda. Quem dera todos tivéssemos acesso a essas ferramentas. Desculpem. Estou apenas fazendo jus ao meu lado revolucionário reclamão de rede social que está adormecido desde quando sai do ventre de minha querida mãe.

Não (só pra seguir nesse tom de negação dos outros parágrafos; me divirto um pouco fazendo essa linha raio-x de como pensamos ao fazer um texto, ao menos eu acho que é assim que se faz). Não (poderia começar esse parágrafo aqui) há mais o que dizer. Terminei. Ah! Não posso ser mal-educado, né? Agradeço-lhes pelas leituras e pela interação. O mês de fevereiro foi frio por aqui, por incrível que pareça.


Lucas Lopes. 19 de fevereiro de 2017.

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