Sentimentos tão precisos

“Mas nunca fui bom observador de detalhes. Não era pra menos que continuava sendo o aluno mais fraco da turma de astronomia. O que eu lembrava mais dessa época eram os sentimentos que eu temia, coisas que tinham nome. Ciúme, inveja, paixão, teimosia, receio. As coisas que eu sinto hoje estão além das palavras. E tenho saudade daqueles sentimentos tão precisos que eu podia transformá-los em deuses, em pequenos ídolos, com seu templo, sua liturgia, seus momentos sagrados.

Isso passa, felizmente. E a gente sempre volta à perplexidade inicial, donde nunca deveríamos ter saído, eu acho, melhor, tenho certeza.”

Trecho do livro Agora é que são elas de Paulo Leminski. 

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